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Escola de Artes da Universidade de Évora
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Dia da Escola de Artes

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Festival Pedreira dos Sons 2018

O Festival Pedreira dos Sons teve início no ano de 2013 e desde então tem vindo a marcar o panorama cultural de Viana do Alentejo. Promovido pelo Município de Viana do Alentejo em parceria com Escola de Artes da Universidade de Évora, o Festival Pedreira dos Sons apresenta a música clássica e artes num espaço único. "Descoberto" por um grupo de amigos residentes em Viana do Alentejo, amantes da música e das artes, no decurso do Limpar Portugal em 2010, logo deu sinais para a ideia de aproveitar e explorar as particularidades acústicas do local, aliadas à sua beleza natural. Sendo o resultado de uma intervenção do Homem na paisagem, para exploração de um recurso natural, transformou-se, "naturalizou-se" com a ajuda do tempo e da acção paciente da natureza. Revelou-se como um anfiteatro natural, de fácil acesso, imponente nas formas, generoso na luz, nas cores, nos cheiros e nos sons, um enorme palco branco amaciado pelo sol e pela chuva, dispondo de um cenário natural composto por diferentes volumes, planos e texturas de mármore, frágil e meticulosamente pontuados (decorados) por plantas que brotam da pedra como milagres da natureza, como pequenas obras de arte que escapam ao nosso olhar tantas vezes desatento.

" É com redobrado prazer que, em 2018, a Escola de Artes da Universidade de Évora se associa uma vez mais à Câmara Municipal de Viana do Alentejo na programação e produção deste evento que, assim o desejamos, continuará a crescer e a afirmar-se nos planos regional, nacional e internacional. Venha daí!"

Mensagem da Diretora da Escola de Artes da Universidade de Évora
Ana Telles

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Projeto da UÉ premiado no BIGMAT 2017

A obra «Casa em Alfama», da autoria de Pedro Matos Gameiro, professor do departamento de arquitetura da Universidade de Évora, obteve um importante prémio europeu de arquitectura, o prémio BIGMAT 2017 na categoria Cidade e Paisagem. O autor indica que no alto de Alfama, abaixo do Mosteiro de São Vicente de Fora e junto ao Panteão Nacional, acha-se um pequeno largo que se estabelece como uma pausa singular na topografia acentuadamente descendente que nos conduz ao rio. A operação trata da recuperação de um dos edifícios limítrofes, de base medieval, que se constitui já como exemplo raro num conjunto dominado por edificações posteriores ao terramoto de 1755. Trata-se de um edifício popular que resulta da desanexação de um conjunto palaciano maior, ainda subsistente, e que serve, actualmente, uma escola do ensino superior. A ocupação deste pequeno edifício foi gerando, ao longo dos tempos, novos muros que definiram subdivisões internas que resultaram no estabelecimento de uma casa servida por dois pátios. A casa foi ampliada e alterada, e os pátios foram sendo ocupados por outras construções de apoio, tendo o conjunto chegado aos nossos dias bastante deformado e arruinado.
A intervenção pretende assim esclarecer o argumento interno do conjunto, reforçando o seu sentido mais intrínseco. Se são os pátios que determinam a organização, é nos seus intervalos que se dispõe o programa. Desta operação resultam quatro espaços exteriores, intercalados por estreitos lugares de abrigo. O conjunto, por fim, remete para a ideia da ruína, pelo carácter destelhado do conjunto; remete para a contenção, pela natureza e parcimónia das celas habitáveis; e remete para o prazer, pela disponibilidade com que se exploram os pátios - enquanto salas exteriores, destituídas de função imediata. Uma destas salas exteriores acha-se inundada de água, fechando um ciclo que, no labirinto de ligações, se perpetua.
O Prémio "BigMat'17 International Architecture Award" tem por objetivo premiar a excelência arquitetónica, favorecendo desta forma o diálogo entre as diferentes figuras que participam no setor da arquitetura, em benefício de uma construção de qualidade.